memorias postumas de bras cubas

Memórias Póstumas de Brás Cubas é uma obra-prima da literatura brasileira escrita por Machado de Assis. O romance é narrado por Brás Cubas, um defunto autor, que decide contar sua vida após a morte de maneira irreverente e irônica. A história aborda a vida e as reflexões do protagonista, desde sua infância até sua morte e além, explorando temas como a sociedade, a hipocrisia, o amor e a condição humana.

Sumário

Memórias Póstumas de Brás Cubas – Machado de Assis

Brás Cubas relata suas experiências e encontros, muitas vezes com um olhar crítico e sarcástico sobre a elite brasileira e a sociedade da época. O livro é conhecido por sua narrativa inovadora e pela quebra das convenções literárias, apresentando capítulos curtos, digressões e uma linguagem que desafia as expectativas do leitor.

Ao longo da obra, o leitor é convidado a refletir sobre a fugacidade da vida, as escolhas que moldam nosso destino e a complexidade das relações humanas. Memórias Póstumas de Brás Cubas é uma obra rica em ironia e crítica social, marcando a genialidade de Machado de Assis e sua contribuição única para a literatura brasileira.

Memórias Póstumas RESUMO

Memórias Póstumas de Brás Cubas é um romance narrado de maneira póstuma pelo defunto autor Brás Cubas. A seguir, apresento um resumo cronológico da história:

Infância e Juventude (Capítulos I a V)

Brás Cubas relembra sua infância privilegiada, marcada pela ausência de preocupações financeiras e pela influência do pai, o filósofo Brás Cubas. Ele destaca sua amizade com Quincas Borba e sua relação especial com Virgília, amiga de infância que se torna uma figura central em sua vida.

Casamento com Virgília (Capítulos VI a XV)

A relação com Virgília é marcada por traições e pela interferência do pai dela, o Conselheiro Aires. O romance extramatrimonial entre Virgília e o político Lobo Neves é revelado, contribuindo para a deterioração do casamento de Brás Cubas.

Relações Sociais (Capítulos XVI a XXV)

O protagonista discorre sobre suas interações com figuras notáveis da sociedade da época, como Quincas Borba, um filósofo excêntrico que desenvolve a filosofia do Humanitismo.

Projetos e Fracassos (Capítulos XXVI a XXXV)

Brás Cubas compartilha suas diversas tentativas de sucesso, incluindo empreendimentos comerciais e políticos, que quase invariavelmente resultam em fracasso. Isso reflete a visão irônica de Machado de Assis sobre a sociedade e a busca incessante por status social.

Morte e Reflexões (Capítulos XXXVI a LXXXIV)

Após sua morte, Brás Cubas narra suas reflexões sobre a vida e a sociedade. Ele critica a hipocrisia e os valores da elite, ressaltando a futilidade da existência e a inevitabilidade da morte.

Relação com Capitu (Capítulos LXXXV a XC)

O protagonista revisita seu relacionamento com Capitu, sua paixão de juventude. A suspeita de traição por parte dela é explorada, principalmente em relação à paternidade de seu filho.

A Filha Escrava (Capítulos XCI a CIV)

A revelação da existência de uma filha com uma escrava, Virgília, expõe o lado sombrio das relações sociais e a hipocrisia da sociedade da época.

Final da Narrativa (Capítulos CV a CXCV)

Brás Cubas conclui suas memórias póstumas discutindo a filosofia de Quincas Borba, a teoria do Humanitismo, que destaca o egoísmo como força motriz da humanidade. Ele enfatiza o esquecimento como a verdadeira morte e conclui de maneira irônica e provocativa.

Ao longo de toda a narrativa, Machado de Assis utiliza o estilo inovador e a ironia para questionar e satirizar a sociedade, oferecendo uma visão crítica e penetrante sobre a natureza humana e os valores vigentes no Brasil do século XIX. “Memórias Póstumas de Brás Cubas” é uma obra que desafia as convenções literárias e permanece como uma das mais importantes da literatura brasileira.

Análise da obra

A Narrativa Póstuma

A escolha de narrar a história após a morte do protagonista é uma característica única do romance. Brás Cubas, agora um defunto autor, tem a liberdade de refletir sobre sua vida e a sociedade sem as restrições da vida terrena. Essa perspectiva proporciona um olhar crítico e irônico sobre as convenções sociais, os valores morais e as aspirações individuais.

A Filosofia do Humanitismo

A introdução da filosofia do Humanitismo, proposta por Quincas Borba, é um elemento marcante. Essa filosofia destaca o egoísmo como força motriz da sociedade, e Brás Cubas a utiliza como uma lente para interpretar as ações humanas. O Humanitismo é uma sátira à filosofia positivista e às ideias científicas da época, apresentando uma visão cética e crítica da natureza humana.

Crítica Social e Hipocrisia

Machado de Assis usa a narrativa para lançar críticas afiadas à sociedade carioca do século XIX. Ele expõe a hipocrisia, a superficialidade das relações sociais e a busca incessante por status e poder. O autor não poupa a elite, satirizando a moralidade convencional e revelando as contradições da sociedade da época.

Relacionamento com Capitu

O relacionamento de Brás Cubas com Capitu é complexo e central para a trama. A suspeita de traição por parte dela, refletida na famosa expressão “olhos de ressaca”, torna-se um ponto de análise profunda sobre a natureza das relações amorosas e a confiança mútua. A incerteza em torno da paternidade do filho do casal adiciona uma camada de tragédia à história.

Desconstrução da Linearidade Narrativa

A estrutura não linear da narrativa é uma inovação marcante. Machado de Assis quebra as convenções ao apresentar os eventos de maneira fragmentada e não cronológica. Isso não apenas desafia as expectativas do leitor, mas também enfatiza a natureza subjetiva e não linear da memória.

Desfecho Irônico

O desfecho do romance é caracterizado pela ironia. Brás Cubas sugere que o verdadeiro esquecimento é a verdadeira morte e que, portanto, ele continua vivo na memória do leitor. Essa conclusão subverte as expectativas tradicionais sobre a morte na literatura, destacando a visão cética e provocativa do autor.

Ao abordar esses elementos, Memórias Póstumas de Brás Cubas revela-se como uma obra multifacetada, rica em crítica social, profundidade filosófica e inovação literária. Machado de Assis transcende as fronteiras da narrativa convencional para oferecer uma reflexão aguda sobre a condição humana e a sociedade do seu tempo.

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Sobre o Autor

Prof. Elias
Prof. Elias

Formado em Letras/Português e suas Literaturas pelo Instituto Federal do Triângulo Mineiro e em Pedagogia pela Universidade Camilo Castelo Branco. NeuroPsicopedagogo, Autor de livro e Professor de Projeto de Apoio Pedagógico há 12 anos.

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